quarta-feira, 30 de maio de 2012

Eu quero!






"Intensidade é tudo, meio termo é nada.
Ou quente ou frio, o morno é abominável!
Eu gosto do risco. Na verdade, das pessoas que arriscam.

Admiro quem segue o coração mesmo quando sabe que, talvez,
não seja a coisa mais certa a fazer.
Isso porque me vejo neles.

Acredito que amar pode dar certo, 
acredito na felicidade acima de tudo, e principalmente, 
acredito na vida e no que ela é capaz de me proporcionar.
Quero viver cada dia como se fosse o último.
Dar a cara à tapa mesmo!

Tenho milhões de defeitos...
Provoca-me, desafia-me, tira-me do sério.
Mas, por favor,faz-me sentir...

Eu quero amar, 
como se ninguém nunca me houvesse feito sofrer.
Dançar, como se ninguém estivesse a olhar.
Cantar, como se ninguém estivesse a ouvir.
Viver, como se fosse no paraíso!

Eu quero rir até a barriga doer
Quem sabe chorar até dormir.
Adoro o pôr-do-sol, e a lua me encanta.

Eu sou quem dorme para o amanhã chegar mais rápido;
quem liga só para escutar uma voz;
quem corre para chegar mais rápido;
quem espera sem lembrar quanto tempo;
quem sonha acordada ou a dormir.

Bem ou mal eu sou assim...
Nem tão complicada demais, 
mas nem tão simples assim!"






terça-feira, 29 de maio de 2012

Morre lentamente... Poema de Pablo Neruda ou de Martha Medeiros??






Houve uma confusão no mundo político italiano. Um senador usou um texto da Martha Medeiros em seu discurso para derrubar o primeiro-ministro Romano Prodi.

O texto, que costuma ser creditado ao Pablo Neruda como "Morre Lentamente", na verdade chama-se "A Morte Devagar".

Isto aconteceu em 24/01/08. Clemente Mastella, líder da Udeur, leu a crônica da tribuna do Senado, emocionado, como se fosse do Pablo Neruda. Dono de poucos mas decisivos votos, Mastella ilustrou sua decisão de trair o governo com o bonito texto.

Relembro a bela crónica da poderosa gaúcha , publicada em 2001 , no Zero Hora.
Foi escrita na véspera do dia de Finados:

A MORTE DEVAGAR

Morre lentamente quem não troca de idéias, não troca de discurso, evita as próprias contradições.

Morre lentamente quem vira escravo do hábito, repetindo todos os dias o mesmo trajeto e as mesmas compras no supermercado. Quem não troca de marca, não arrisca vestir uma cor nova, não dá papo para quem não conhece.

Morre lentamente quem faz da televisão o seu guru e seu parceiro diário. Muitos não podem comprar um livro ou uma entrada de cinema, mas muitos podem, e ainda assim alienam-se diante de um tubo de imagens que traz informação e entretenimento, mas que não deveria, mesmo com apenas 14 polegadas, ocupar tanto espaço em uma vida.

Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o preto no branco e os pingos nos is a um turbilhão de emoções indomáveis, justamente as que resgatam brilho nos olhos, sorrisos e soluços, coração aos tropeços, sentimentos.

Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz no trabalho, quem não arrisca o certo pelo incerto atrás de um sonho, quem não se permite, uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.

Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música, quem não acha graça de si mesmo.

Morre lentamente quem destrói seu amor-próprio. Pode ser depressão, que é doença séria e requer ajuda profissional. Então fenece a cada dia quem não se deixa ajudar.

Morre lentamente quem não trabalha e quem não estuda, e na maioria das vezes isso não é opção e, sim, destino: então um governo omisso pode matar lentamente uma boa parcela da população.

Morre lentamente quem passa os dias queixando-se da má sorte ou da chuva incessante, desistindo de um projeto antes de iniciá-lo, não perguntando sobre um assunto que desconhece e não respondendo quando lhe indagam o que sabe.

Morre muita gente lentamente, e esta é a morte mais ingrata e traiçoeira, pois, quando ela se aproxima de verdade, aí já estamos muito destreinados para percorrer o pouco tempo restante. Que amanhã, portanto, demore muito para ser o nosso dia. Já que não podemos evitar um final repentino, que ao menos evitemos a morte em suaves prestações, lembrando sempre que estar vivo exige um esforço bem maior do que simplesmente respirar.



O poema Muere Lentamente (Morre Lentamente), atribuído por engano a Pablo Neruda, circula há anos na Internet sem que nada nem ninguém seja capaz de deter a bola de neve.O poema que não se chama Morre Lentamente, mas A Morte Devagar, e não é do poeta chileno como assegurou à EFE a Fundação Pablo Neruda, mas da escritora e poeta brasileira Martha Medeiros.
Filha de José Bernardo Barreto de Medeiros e de Isabella Matos de Medeiros, é jornalista no jornal Zero Hora de Porto Alegre e de O Globo no Rio de Janeiro.


Morre lentamente

Morre lentamente 
quem não viaja, 
quem não lê,
quem não ouve música,
quem não encontra graça em si mesmo.

Morre lentamente 
quem destrói o seu amor-próprio,
quem não se deixa ajudar.

Morre lentamente 
quem se transforma em escravo do hábito,
repetindo todos os dias os mesmos trajetos,
quem não muda de marca, 
não se arrisca a vestir uma nova cor
ou não conversa com quem não conhece.

Morre lentamente 
quem faz da televisão o seu guru.

Morre lentamente 
quem evita uma paixão,
quem prefere o negro sobre o branco
e os pontos sobre os "is" 
em detrimento de um redemoinho de emoções
justamente as que resgatam o brilho dos olhos,
sorrisos dos bocejos, 
corações aos tropeços e sentimentos.

Morre lentamente 
quem não vira a mesa quando está infeliz,
quem não arrisca o certo pelo incerto 
para ir atrás de um sonho,
quem não se permite pelo menos uma vez na vida 
fugir dos conselhos sensatos.

Morre lentamente 
quem passa os dias queixando-se da sua má sorte 
ou da chuva incessante.

Morre lentamente 
quem abandona um projeto antes de iniciá-lo,
não pergunta sobre um assunto que desconhece
ou não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe.

Morre lentamente...


Porque não é apenas Muere Lentamente o único "falso Neruda" que encontram os internautas. Também costumam atribuir ao autor do Canto Geral os poemas Queda Prohibido, que é de Alfredo Cuervo, escritor e jornalista espanhol, e Nunca Te Quejes, de autor ignorado pela Fundação.

O director executivo da Fundação, Fernando Sáez, diz que não é a primeira vez nem será a última, que as pessoas imputem a um poeta famoso textos que ele jamais escreveu e cuja autoria é desconhecida.

Um dos enganos do género aconteceu com um famoso texto atribuído a Borges sobre as maravilhas da vida, que nem com sua maior ironia ele teria suportado e menos ainda escrito. O suposto poema de Borges, Instantes, segundo esclareceu a viúva do escritor, María Kodama, é de autoria da escritora norte-americana Nadine Stair.

Mais estrondoso ainda foi o falso apócrifo atribuído a Gabriel García Márquez, La Marioneta, com o qual o prémio Nobel de Literatura colombiano se despedia de seus amigos, após saber que estava com um câncro. "Se por um instante Deus se esqueceu de que sou uma marionete de pano e me presenteasse com um pouco mais de vida, aproveitaria esse tempo o mais que pudesse..." diz o texto cuja "autoria" quase matou de verdade García Márquez, como ele mesmo disse ao desmentir que o poema fosse criação sua.

"O que pode me matar é a vergonha de que alguém acredite de verdade que fui eu que escrevi", disse Gabo.

Muere Lentamente é uma poesia da escritora brasileira Martha Medeiros, autora de numerosos livros e cronista do jornal Zero Hora, de Porto Alegre, conforme informou à EFE a Fundação Neruda.

Cansada de ver as pessoas a dizer que o poema é do poeta chileno, a própria escritora entrou em contacto com a Fundação Neruda para esclarecer a autoria do texto, pois os versos coincidem em grande parte com o seu texto A Morte Devagar, publicado em 2000, às vésperas do Dia dos Mortos.

Em declarações à EFE, Martha reconhece que não sabe como o poema começou a circular na internet, já que há "muitos textos" seus que estão na rede "como se fossem de outros autores". "Infelizmente, não há nada a fazer", acrescenta.

A poeta e romancista brasileira de 47 anos admira profundamente o poeta chileno Pablo Neruda, de quem se declara uma fã, mas prefere que "cada um tenha o seu trabalho reconhecido". No entanto, não perde o sono com essas coisas e assegura que tem "humor suficiente para rir de tudo isso".

A Fundação concorda com Martha e afirma que pouco pode ser feito para deter esta bola de neve na rede, já que ao fazer uma busca no Google sobre o poema Muere Lentamente associado ao nome do poeta Pablo Neruda, vão aparecer milhares de referências ao poema associado ao nome do poeta.







segunda-feira, 28 de maio de 2012

Poucos bons momentos







"Mais uma vez aconteceu
Uma nova pessoa apareceu
E mudou o rumo dos meus pensamentos
Outra vez foi o jeito de olhar
A maneira de agir e falar
Foram poucos mas foram bons momentos

Com um beijo macio e molhado
A pele lisa, sorriso malvado
E dizendo tudo o que eu queria ouvir
Trouxe meu sorriso de volta
Me tirou o cansaço e o sono
Era o que eu precisava sentir

Só não sei se foi a melhor hora
Para aparecer alguém assim em minha vida
Eu não quero que esta pessoa vá embora
Eu não quero ter mais "noite mal dormida"
Quando eu o vejo, tudo em mim melhora
Preciso, urgente, encontrar uma saída
Ele disse que tem medo de mim agora
E o meu medo é que exista despedida
Mesmo tudo indo bem a gente chora
Eu não sei se me entrego ou caio fora
Posso causar em alguém uma ferida."





domingo, 27 de maio de 2012

E tudo tem um começo




E tudo tem um começo
Um além do mais, sem explicação
Palavras ditas sem nenhuma razão
Calmas, brandas, vindas da alma
E meu começo foi em ti
Meu além mais, foi em teus carinhos
Nem consegui dizer nada, só te olhar
Nem pensei em mais nada que não fosse em você
Não pedi explicação, pois nenhuma responderia-me
No vão da noite, o silêncio da solidão
Na cama fria, a saudade de você
Me rufugio no som da sua voz
Que trago docemente na lembrança
Como tesouro secreto
Me apego aos teu beijos, como ar vital
Me agarro em teus abraços, como salvação
Não há nada mais que você na minha vida
Nem nas horas do dia
Nem nas gotas de chuva
Minha vida em ti se completa
Em perfeita harmonia
Meus sonhos e desejos se encontram
Meu lindo paraíso é contigo
Longe de todos em plena multidão
Assim fico aos teus beijos
Saciada de amor
E nunca terá um fim pra nós
Pois sempre estamos recomeçando
Nesse amor que não tem fim
Amor que fez você vir pra mim
Amor que me deixou aqui pra você

Cris Leal





sábado, 26 de maio de 2012

De uma hora para a outra


De uma hora pra outra
Tudo se transformou em sonho.
Uma lágrima soltou-se de meus olhos
Com ar inocente,
Com força de gigante.
Minhas emoções afloraram,
Minha pele arrepiou-se.
Na boca um gosto diferente, doce.
Na mente um desejo.
Na alma, uma recordação
Dos seus momentos, meus suspiros.
Da sua vida, minha razão de ser.
Do nosso encontro, a vida inteira.
De nossos minutos, a eternidade.
De nossa certeza, a entrega ao infinito.
Do que pensamos, muros construídos.
Da minha dose mais forte, o brinde de você.
Do agora, o pra sempre.
Você que trago em mim
Como vida, como sonho,
Como desejo, como inspiração,
Como certeza, como felicidade,
Como a vontade, como a saudade.
Como a imortalidade do que sinto em mim,
Por ter conhecido você,
Que antes era menino anjo,
Hoje, homem perfeito.
Todo entregue a mim.


Cris Leal





sexta-feira, 25 de maio de 2012

Ausência






Deve haver uma explicação
pra essa minha dor
Tem que ter um remédio pra curar minha tristeza
Onde andam seus olhos que não me vêem assim
Porque fechastes teus ouvidos aos meus gritos
Quanta saudade do seu sorriso
Que falta me faz teu abraço
Estou a beira do abismo da solidão
Em meu peito, o aperto que machuca
Nos meus olhos, lágrimas sofridas correm
E tudo é dificil sem você
A vida perde o sentido com tua ausência
Na boca, cala o desejo por ti
O tempo passou pra todos, menos pra mim
Ainda fico sonhando com tua volta
Minha mente recusa te deixar sair daqui
Ouça, é meu coração chamando
É meu corpo caindo de dor
Acolhe-me, salva-me daqui
Só tu podes ser meu refúgio
Pois o amor em mim é teu
A felicidade quer ter você comigo
Então venha pra mim
Retorne nos passos que te levam daqui
Meus braços estão esperando por tua volta
Meus sorrisos se renovam com tua chegada
Porque isso é necessário pra nós
Queres que eu grite, eu grito
Eu te amo
Que te espero
És meu amado
Como sou tua amada



Cris Leal




quinta-feira, 24 de maio de 2012

Talvez um dia eu entenda


Laura Zalenga




Posso fingir estar feliz só para te ver sorrir
Posso chorar no escuro com medo
Posso até chorar de tanto rir
Por ver que as coisas não são como deveriam ser
Ao nosso ver.

Posso dizer que não, querendo dizer um sim.
Posso querer voltar no tempo
E congelar naquele momento.
Posso dançar a noite toda e não me cansar
Na tentativa de esquecer tudo.

Posso me apaixonar e fazer de tudo para que dê certo.
Posso criar um mundo onde só existam eu e você.
Posso brincar de boneca, ou tomar banho de chuva.
Mas eu sempre tento viver cada momento
E aproveitar cada oportunidade
Fazer deles, únicos!
E ser feliz, não importa como!

Às vezes eu só queria ter a coragem de dizer tudo que sinto
E mostrar que o mundo seria lindo com você aqui
Não direi que não vivo sem você, porque eu vivo
Talvez um dia eu entenda
Que tudo acontece pro nosso bem
Talvez um dia eu veja que isso foi um erro
E que meu lugar não e aqui!

Mas nada foi em vão.
A felicidade está mais perto do que podemos ver.
Não é fácil acha-lá
Temos que ultrapassar as barreiras que a vida nos impõem.

Assim crescemos e amadurecemos.
O futuro é incerto, e o tempo injusto.
O amor é inexplicável.
Faz doer, faz sorrir.
Mas sempre está lá.
Da forma que for.

É estranho, hoje, 
olhar e ver que tudo mudou.
Talvez seja melhor para todos assim
Até mesmo para mim.

Como saber o que o futuro nos reserva?
Hoje podemos olhar para trás e chorar.
Amanhã, podemos rir de tudo o que aconteceu
E ver que cada segundo valeu a pena
E que é isso o que queremos.

"Remember"? 
Talvez!

Nunca diga nunca!
Você não sabe o que vem pela frente.
Não desista de seus sonhos!
Tente sempre realizá-los!
Não se esqueça.

O MUNDO GIRA! 
SEMPRE GIRA!



 Juliana Ramirez






quarta-feira, 23 de maio de 2012

Quando eu me amei de verdade






"Quando eu me amei de verdade
Compreendi que em qualquer circunstância
Eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exato.
E então pude relaxar...
Hoje sei que isso tem nome: AUTO ESTIMA!

Quando me amei de verdade
Pude perceber que minha angústia
Meu sofrimento emocional
Não passa de um sinal de que estou indo contra minhas verdades...
Hoje sei que isso é AUTENTICIDADE!

Quando me amei de verdade
Parei de desejar que a minha vida fosse diferente
E comecei a ver que tudo contribui para o meu crescimento!
E hoje chamo isso de AMADURECIMENTO!

Quando me amei de verdade
Comecei a ver como é ofensivo tentar forçar alguma situação
Ou alguém para realizar aquilo que desejo
Mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada
Inclusive eu mesmo, hoje sei que o nome disso é RESPEITO!

Quando me amei de verdade
Comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável,
Pessoas, tarefas e tudo e qualquer coisa que me puxasse para baixo
De inicio minha razão chamou essa atitude de egoísmo,
Hoje sei que se chama AMOR PRÓPRIO!

Quando me amei de verdade
Deixei de temer o meu tempo livre e desisti de fazer grandes planos...
Abandonei os projectos megalómanos de futuro...
Hoje faço o que acho certo, o que gosto
Quando quero, e no meu próprio ritmo
Hoje sei que isso é SIMPLICIDADE!

Quando me amei de verdade
Desisti de querer sempre ter razão
E com isso errei menos vezes
Hoje descobri a HUMILDADE!

Quando me amei de verdade
Desisti de ficar revivendo o passado e de preocupar com o futuro
Agora me mantenho no presente
Que é onde a vida acontece
Hoje vivo um dia de cada vez,
isso é PLENITUDE!

Quando me amei de verdade
Percebi que a minha mente pode me atormentar e decepcionar
Mas quando coloco a serviço do meu coração
Ela se torna uma grande e valiosa aliada
Tudo isso é saber VIVER!!!

Para mim não importa que rumos que a vida tome
Nem que máscaras o destino usa
Sei muito bem andar por todos os caminhos
Sei me defender com palavras e agradar com atitudes
Tenho um brilho próprio nos olhos e sei lidar muito bem com fortes emoções
Não sei adivinhar a vida, mas sei guardar meus mistérios.
Me esquivo da tristeza e a solidão, eu nem conheço.
Não preciso de pessoas insignificantes para preencher o espaço vazio

O meu amor eu guardo para as mais especiais
Todos merecem uma segunda chance
Mas nunca uma terceira

Por isso evito ao máximo errar
Vivo na certeza de que a gente colhe o que planta e atrai o que transmite.
Acho que só quem luta vence, e só quem sonha realiza.
Às vezes eu arrisco, mas geralmente prefiro o certo ao duvidoso.
Não sou perfeito, sou feito de erros, acertos e imprevistos."







Conheço parte deste texto, do Charlie Chaplin...alguém acrescentou os outros versos...







terça-feira, 22 de maio de 2012

Lições




Depois de algum tempo a gente aprende a diferença,
a subtil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma.
E aprende que amar não significa apoiar-se,
e que companhia nem sempre significa segurança.
E começa a aprender que beijos não são contratos e que presentes não são promessas.
E começa a aceitar as nossas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante,
com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.
E aprende a construir todas as suas estradas no hoje,
porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos,
e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.
Depois de um tempo a gente aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo.
E aprende que não importa o quanto nos importemos,
algumas pessoas simplesmente não se importam...


E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa,
ela vai feri-lo de vez em quando e precisamos de perdoá-la por isso.
Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.
Descobre que leva-se anos para construir confiança
e apenas segundos para destruí-la,
e que podemos fazer coisas num instante,
das quais nos arrependeremos pelo resto da vida.
Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias.
E o que importa não é o que tem na vida, mas QUEM tem na vida.
E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.
Aprende que não temos que mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam,
percebe que o seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada,
e terem bons momentos juntos.


Descobre que as pessoas com quem mais se importa na vida
são-lhe retiradas muito depressa -
por isso, devemos sempre deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, porque
pode ser a última vez que as vejamos.
Aprende que as circunstâncias e os ambientes têm influência sobre nós,
mas nós somos responsáveis por nós mesmos.
Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser.
Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser,
e que o tempo é curto.
Aprende que não importa onde já chegou, mas para onde vai;
mas se não sabe para onde vai, qualquer lugar serve.
Aprende que, ou controla seus actos ou eles o controlarão;
que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade,
pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados.
Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer,
enfrentando as consequências.


Aprende que paciência requer muita prática.
Descobre que algumas vezes, a pessoa que espera que o pise quando cai,
é uma das poucas que o ajudam a levantar-se.
Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que se aprendeu com elas,
do que com quantos aniversários já celebrou.
Aprende que há mais dos seus pais em si do que supunha.
Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são disparates...
poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.
Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva,
mas isso não lhe dá o direito de ser cruel.
Descobre que só porque alguém não o ama como gostaria,
não significa que esse alguém não o ama com tudo o que pode,
pois existem pessoas que nos amam,
mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.
Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém,
algumas vezes tem de aprender a perdoar-se a si mesmo.
Aprende que com a mesma severidade com que julga,
será em algum momento condenado.


Aprende que não importa em quantos pedaços o seu coração foi partido,
o mundo não pára para que seja concertado.
Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás.
Portanto, plante o seu jardim e decore a sua alma,
ao invés de esperar que alguém lhe traga flores.


E, finalmente, aprende que realmente pode suportar...
que realmente é forte,


e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais.
E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida!


Veronica A. Shoffstall







segunda-feira, 21 de maio de 2012

Amar




Tú sabes amar?

Yo estoy aprendiendo...
Estoy aprendiendo a aceptar a las personas,
aun cuando ellas me decepcionan.
Cuando huyen del ideal que tengo para ellas.
Cuando me hieren com palabras o acciones impensadas.

Es difícil aceptar a las personas como son
y no como yo deseo que sean.
És dificil, muy difícil,
pero estoy aprendiendo...

Estoy aprendiendo a amar,
estoy aprendiendo a escuchar,
escuchar co los ojos y oídos,
escuchar con el alma.
Escuchar lo que dice el corazón,
lo que dicen los hombros caídos, los ojos,
las manos inquietas.

Escuchar la mensaje que se esconde entre las palabras superficiales.
Descubrir la angustia disfrazada,
la inseguridad enmascarada,
la soledad encubierta.
Penetrar la sonrisa fingida, la alegria simulada,
la vangloria exagerada.
Descubrir el dolor de cada corazón!

Poco a poco,
estoy aprendiendo a amar.

Estoy aprendiendo a perdonar.
Porque el amor perdona,
lanza fuera las tristezas,
e cura las cicatrices que la imcomprensión
y la insensibilidad grabaron en el corazón herido.

El amor no alimenta heridas con pensamientos dolorosos,
no cultiva ofensas con lástimas e autocompasión.
El amor perdona, olvida,
extingue todos los trazos de dolor en el corazón.

Paso a paso,
estoy aprendiendo a perdonar, a amar,
estoy aprendiendo a descubrir el valor
que se encuentra dentro de cada vida,
de todas las vidas.

Estoy aprendiendo
a ver en las personas su alma
e las posibilidades que Dios les da.

Estoy aprendiendo pero,
qué lento es el aprendizaje!
Qué difícil es amar incondicionalmente!

Todavía tropezando,
cometiendo errores,

estoy aprendiendo...




in, No Toda la Gente Errante Anda Perdida

Alexandra do Patrocinio Rod






domingo, 20 de maio de 2012

És talvez...





"Sinto que me perco em ti,
entro e passo entre os teus dedos
sem ao menos sentir quem és.
Porque me invades a alma?
Quem és?
És talvez quem nunca pensei encontrar,
és a poesia que me arrasta na vida
e que quero abraçar como quem abraça quem ama...
Porque não falas?
É tão dificil acreditar que existes em mim e eu em ti,
e que no entanto,
te perco sempre que te encontro.

Que aparição cruel e saborosa és tu?
És talvez o ser que me guiará na escuridão
do mundo perdido das fadas em que ambos vivemos,
mas onde a luz apenas incide sobre elas e nunca em nós.

Talvez sim...Talvez sejas...
E andas por aí, deambulando pelo espaço
ao sabor de todo o meu corpo,
enquanto vou procurando o teu...
Não importa...
dá-me apenas o sorriso infinito e real para te conhecer...

Faz-me sentir reais os sonhos
que me invadem a vida como quem não perdoa,
como quem se esquece de outros seres além de mim...
Faz-me ver as sombras claras
que vês em doces loucuras de paixão ardente,
torna-me tu sem o ser...

Faz-me conseguir e não desistir...
Faz-nos sentir o que não sentimos...
Faz-nos ir bem mais longe...sê simplesmente quem escondes,
mostra-te para mim
como um dia me mostrarei para ti fazendo com que te ame...

Sou livre como tu,
somos ambos o amor que não sentimos e nos faz sonhar!
Por isso não estamos juntos..."





sábado, 19 de maio de 2012

Amar-te





"Existe um lugar no meu coração 
que insiste em só querer o teu amor...
Por maior que seja o meu coração,
o seu espaço destinado ao amor é só teu,
e eu não posso fazer nada para mudar esse sentimento.

Tu entraste na minha vida de uma maneira tão suave,
tão branda, que acabaste por preencher os espaços,
sem me deixar opção para escolher.

Fiquei entre te amar, ou amar-te.
Resolvi amar-te!

Amar-te é entregar todos os meus sonhos e dividi-los contigo
Amar-te é pegar nos teus sonhos e dividi-los comigo
Amar-te é ansiar pelo teu regresso,
e mesmo longe sentir a tua presença

Amar-te é respeitar o teu silêncio,
com a certeza de que estou dentro dele
Amar-te é deixar-te livre para ir, voltar e estar sempre aqui

Amar-te é o respeito pelos teus ideais,
é a compreensão que dividimos, até naquilo que não concordamos
Amar-te é simplesmente mais profundo que te amar
Amar-te é todo um compromisso, é toda uma entrega.

Amar-te é vida, é emoção, é desejo, é cumplicidade
Amar-te é a certeza de que o tempo vai passar,
as emoções vão-se modificar,
mas eu vou continuar a amar-te, porque
Amar-te é uma razão que não vem apenas da emoção,
mas da certeza de que somos cúmplices desse amor,
que ultrapassa os limites da paixão"








sexta-feira, 18 de maio de 2012

Caminante no hay camino




Caminante, son tus huellas
el camino, y nada más;
caminante, no hay camino,
se hace camino al andar.
Al andar se hace camino,
y al volver la vista atrás
se ve la senda que nunca
se ha de volver a pisar.
Caminante, no hay camino,
sino estelas en la mar.


António Machado






Todo pasa y todo queda
Pero lo nuestro es pasar
Pasar haciendo caminos
Caminos sobre la mar

Nunca perseguí la gloria
Ni dejar en la memoria
De los hombres mi canción
Yo amo los mundos sutiles
Ingrávidos y gentiles

Como pompas de jabón
Me gusta verlos pintarse de sol y grana
Volar bajo el cielo azul
Temblar súbitamente y quebrarse
Nunca perseguí la gloria

Caminante son tus huellas
el camino y nada más
Caminante, no hay camino
se hace camino al andar
Al andar se hace camino
Y al volver la vista atrás
Se ve la senda que nunca
Se ha de volver a pisar
Caminante no hay camino
sino estelas en la mar

Hace algún tiempo en ese lugar
Donde hoy los bosques se visten de espinos
Se oyó la voz de un poeta gritar
Caminante no hay camino, se hace camino al andar

Golpe a golpe, verso a verso
Murió el poeta lejos del hogar
Le cubre el polvo de un país vecino
Al alejarse, le vieron llorar
Caminante, no hay camino, se hace camino al andar

Golpe a golpe, verso a verso
Cuando el jilguero no puede cantar
Cuando el poeta es un peregrino
Cuando de nada nos sirve rezar
Caminante no hay camino, se hace camino al andar

Golpe a golpe y verso a verso
Y golpe a golpe, vero a verso
Y golpe a golpe, verso a verso


Joan Manuel Serrat 





quinta-feira, 17 de maio de 2012

The Invitation, by Oriah


Matterhorn
Zermatt - Suiça / Cervinia - Itália




It doesn’t interest me
what you do for a living.
I want to know
what you ache for
and if you dare to dream
of meeting your heart’s longing.

It doesn’t interest me
how old you are.
I want to know
if you will risk
looking like a fool
for love
for your dream
for the adventure of being alive.

It doesn’t interest me
what planets are
squaring your moon...
I want to know
if you have touched
the centre of your own sorrow
if you have been opened
by life’s betrayals
or have become shrivelled and closed
from fear of further pain.

I want to know
if you can sit with pain
mine or your own
without moving to hide it
or fade it
or fix it.

I want to know
if you can be with joy
mine or your own
if you can dance with wildness
and let the ecstasy fill you
to the tips of your fingers and toes
without cautioning us
to be careful
to be realistic
to remember the limitations
of being human.

It doesn’t interest me
if the story you are telling me
is true.
I want to know if you can
disappoint another
to be true to yourself.
If you can bear
the accusation of betrayal
and not betray your own soul.
If you can be faithless
and therefore trustworthy.

I want to know if you can see Beauty
even when it is not pretty
every day.
And if you can source your own life
from its presence.

I want to know
if you can live with failure
yours and mine
and still stand at the edge of the lake
and shout to the silver of the full moon,
“Yes.”

It doesn’t interest me
to know where you live
or how much money you have.
I want to know if you can get up
after the night of grief and despair
weary and bruised to the bone
and do what needs to be done
to feed the children.

It doesn’t interest me
who you know
or how you came to be here.
I want to know if you will stand
in the centre of the fire
with me
and not shrink back.

It doesn’t interest me
where or what or with whom
you have studied.
I want to know
what sustains you
from the inside
when all else falls away.

I want to know
if you can be alone
with yourself
and if you truly like
the company you keep
in the empty moments.


Oriah Mountain Dreamer
from the book The Invitation
published by HarperONE, San Francisco
1999





Kailash
Tibete




Oriah is first and foremost a story-teller, a lover of words and symbols and the stories that lift our spirits, open our hearts and offer us ways to see patterns and create meaning in our lives.
The focus of her life and work has been an on-going inquiry into the Sacred Mystery.
Her writing, teaching and personal journey all explore how we can each become the individual we are at the deepest level of being and how we can co-create meaning together in the world. Blending humour, insight and compassion for our human struggles Oriah encourages herself and others to be ruthlessly honest and infinitely kind toward our own strengths and our weaknesses.

Raised in a small community in Northern Ontario.

Oriah is the author of several best-selling books: 
The Invitation (now translated into more than fifteen languages),
The Dance, and The Call: Discovering Why You Are Here.
Her book, What We Ache For: Creativity and the Unfolding of Your Soul, explores the challenges, rewards, and necessity of doing our creative work.

Opening the Invitation is a small book that shares Oriah’s story of writing and sharing her much-loved poem, “The Invitation.” 
All five of Oriah’s books are published by HarperONE, San Francisco.

Using story and sharing meditations Oriah’s writing explores how to follow the thread of our deepest heart's longing into a life where we can choose joy without denying the difficulties we each face. Facing the challenges and finding the joy of living who we are is further explored on her Sounds True CD, Your Heart’s Prayer.
Oriah has shared her insights and stories with audiences throughout the world at conferences and retreats and through radio and TV appearances (CBC, TVO, Oprah, NPR, PBS, Wisdom Network.)

Oriah has a long and unusual history with her name.
In 1984, at thirty years of age, after the onset of severe Chronic Fatigue Syndrome, she had a dream where several elderly women- those she calls Grandmothers in the dream- told her to change her given name to Oriah as part of the process of healing.
Nervous about doing something others might see as strange, but desperate to be well, she took the name Oriah and has been called this (by everyone but her mother) since that time.
Twenty years later, while doing a book tour, on three successive nights, in three different cities, she was told by people at the bookstores she was visiting that Oriah means light of God in Hebrew, and that it is an ancient Jewish custom to change a patient’s name when doing a healing, to invite new and healing energies.

A year after taking the name Oriah, still seeking healing, she went to a shamanic teacher who gave her the medicine name "Mountain Dreamer.” 
The shaman told her that a medicine name tells someone what gifts they have to offer the world in their lifetime, and that Mountain Dreamer meant "one who likes to find and push the edge."

Because she first shared the prose-poem "The Invitation" (in 1994) with those who had come to participate in ceremony with her, the poem and her subsequent books first appeared under the name Oriah Mountain Dreamer.

This led to all kinds of interesting misunderstandings (Eg.-people assumed she was an elderly or deceased Native American man.)
Interviewers often begin conversations with, "Now that's not a real name, is it?"
Oriah, while deeply honouring the spiritual tradition from which she has received her name, understands that in our modern culture such a name is bound to prompt reactions.
She even admits to sometimes sharing the prejudice of thinking that people using names like Mountain Dreamer might be a little flaky!
So, she good naturedly explains, when asked, that Oriah Mountain Dreamer is indeed a "real" name, although not her birth name, and reflects on the fact that in our culture what is considered “most real” is that which indicates familial association (inheritance rights, marital status and/or patrilineage) while some other cultures would consider a spiritual name more “real.”




Everest
Nepal e Tibete




Não me interessa 
o que você faz para ganhar a vida.
Quero saber o que você deseja 
ardentemente, 
se ousa sonhar em atender 
aquilo pelo qual seu coração anseia.

Não me interessa saber a sua idade.
Quero saber se você se arriscará 
a parecer um tolo por amor, 
por sonhos, 
pela aventura de estar vivo.

Não me interessa 
saber que planetas 
estão em quadratura com a sua lua.
Quero saber 
se tocou o âmago de sua dor, 
se as traições da vida o abriram 
ou se você se tornou 
murcho e fechado 
por medo da própria dor!

Quero saber 
se pode suportar a dor, 
minha ou sua, 
sem procurar escondê-la, 
reprimi-la ou narcotizá-la.

Quero saber 
se você pode aceitar alegria, 
minha ou sua; 
se pode dançar com abandono 
e deixar que o êxtase o domine 
até a ponta dos dedos 
das mãos ou dos pés, 
sem nos dizer para termos cautela, 
sermos realistas, 
ou nos lembrarmos 
das limitações de sermos humanos.

Não me interessa 
se a história que me conta é a verdade.
Quero saber 
se consegue desapontar outra pessoa 
para ser autêntico consigo mesmo, 
se pode suportar a acusação de traição 
e não trair a sua alma.

Quero saber 
se você pode ver beleza 
mesmo que ela não seja 
tão bonita todos os dias, 
e se pode buscar a origem de sua vida 
na presença de Deus.

Quero saber 
se você pode viver com o fracasso, 
seu e meu, 
e ainda, 
à margem de um lago, 
gritar para a lua prateada: 
‘Posso!’

Não me interessa 
onde você mora 
ou quanto dinheiro tem.
Quero saber 
se pode levantar-se 
após uma noite de sofrimento e desespero, 
cansado, 
ferido até os ossos, 
e fazer o que tem de ser feito pelos filhos.

Não me interessa 
saber quem você é 
e como veio parar até aqui.
Quero saber 
se você ficará comigo 
no centro do incêndio 
e não se acovardará.

Não me interessa 
saber onde, 
o quê, 
ou com quem você estudou.
Quero saber 
o que o sustenta a partir de dentro, 
quando tudo o mais desmorona.

Quero saber 
se consegue ficar sozinho 
consigo mesmo 
e se, 
realmente, 
gosta da sua companhia 
mesmo nos momentos 
vazios da vida!


Oriah Mountain Dreamer