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terça-feira, 26 de maio de 2026

On the Death of the Beloved

  

Style Arena





Though we need to weep your loss,
You dwell in that safe place in our hearts,
Where no storm or night or pain can reach you.

Your love was like the dawn
Brightening over our lives
Awakening beneath the dark
A further adventure of colour.

The sound of your voice
Found for us
A new music
That brightened everything.

Whatever you enfolded in your gaze
Quickened in the joy of its being;
You placed smiles like flowers
On the altar of the heart.
Your mind always sparkled
With wonder at things.

Though your days here were brief,
Your spirit was live, awake, complete.

We look towards each other no longer
From the old distance of our names;
Now you dwell inside the rhythm of breath,
As close to us as we are to ourselves.

Though we cannot see you with outward eyes,
We know our soul's gaze is upon your face,
Smiling back at us from within everything
To which we bring our best refinement.

Let us not look for you only in memory,
Where we would grow lonely without you.
You would want us to find you in presence,
Beside us when beauty brightens,
When kindness glows
And music echoes eternal tones.

When orchids brighten the earth,
Darkest winter has turned to spring;
May this dark grief flower with hope
In every heart that loves you.

May you continue to inspire us:

To enter each day with a generous heart.
To serve the call of courage and love
Until we see your beautiful face again
In that land where there is no more separation,
Where all tears will be wiped from our mind,
And where we will never lose you again. 




John O’Donohue





terça-feira, 21 de abril de 2026

In Lieu of Flowers

 

Aleksandar Nakic





Although I love flowers very much, I won’t see them when I’m gone. 
So in lieu of flowers:  Buy a book of poetry written by someone still alive, 
sit outside with a cup of tea, a glass of wine, and read it out loud, 
by yourself or to someone, or silently.

Spend some time with a single flower. A rose maybe. Smell it, touch the petals. 
Really look at it. 
Drink a nice bottle of wine with someone you love.
Or, Champagne. 

And think of what John Maynard Keynes said, 
“My only regret in life is that I did not drink more Champagne.” 

Or what Dom Perignon said when he first tasted the stuff: 
“Come quickly! I am tasting stars!” 

Take out a paint set and lay down some colours.
Watch birds. Common sparrows are fine. Pigeons, too. Geese are nice. Robins.
In lieu of flowers, walk in the trees and watch the light fall into it. 
Eat an apple, a really nice big one. I hope it’s crisp. 
Have a long soak in the bathtub with candles, maybe some rose petals.
Sit on the front stoop and watch the clouds. 
Have a dish of strawberry ice cream in my name. 

If it’s winter, have a cup of hot chocolate outside for me. 
If it’s summer, a big glass of ice water. 
If it’s autumn, collect some leaves and press them in a book you love. I’d like that. 
Sit and look out a window and write down what you see. Write some other things down. 

In lieu of flowers, 
I would wish for you to flower. 
I would wish for you to blossom, to open, to be beautiful.


Shawna Lemay 
in, The Flower Can Always Be Changing.  




quarta-feira, 11 de março de 2026

Do not stand at my grave and weep

 

 



Do not stand at my grave and weep
I am not there; I do not sleep.

I am a thousand winds that blow,
I am the diamond glints on snow,
I am the sun on ripened grain,
I am the gentle autumn rain.

When you awaken in the morning’s hush
I am the swift uplifting rush
Of quiet birds in circled flight.
I am the soft stars that shine at night.

Do not stand at my grave and cry,
I am not there; I did not die.


Mary Elizabeth Frye



sexta-feira, 23 de setembro de 2022

FECHA-ME OS OLHOS

 






 Fecha-me os olhos devagar, com um beijo leve,
com três palavras apenas:
dorme, parte, adeus.

Assim tenho de me despedir.
Deixo uma buganvília à entrada da porta branca,
um bairro de sombras floridas,
um cão a quem dei o meu nome.

Deixo a casa amarela,
o limoeiro, as hortênsias, duas estrelícias na
jarra vermelha,
translúcida,
sobre a mesa de mogno.

Deixo alguns livros,
algumas paisagens de litorais desvanecidos,
alguns naufrágios que desenhei com o lápis das
tempestades.

Por favor,
não digam que fui feliz, se não me viram
caminhar pelas ruas desertas,
esmagando a serpente dos dias,
construindo muralhas,
que pouco depois se desmoronavam.

Eles também se despediram, os amigos.

Quando me lembro deles,
há um cântico negro,
com labaredas altivas, um eco de metal que vibra.

Não está certo que assim seja, que se soltem do
nosso peito, um após outro,
os delicados fios de ouro da ternura.

Deixo-vos as maçãs verdes sobre a mesa.
Com o tempo, tudo há-de amadurecer.



JOSÉ AGOSTINHO BAPTISTA
in, Esta voz é quase o vento




quinta-feira, 10 de fevereiro de 2022

Weep not for me

 






Weep not for me though I have gone
Into that gentle night
Grieve if you will, but not for long
Upon my soul’s sweet flight

I am at peace, my soul’s at rest
There is no need for tears
For with your love I was so blessed
For all those many years

There is no pain, I suffer not
The fear is now all gone
Put now these things out of your thoughts
In your memory, I live on

Remember not my fight for breath
Remember not the strife
Please do not dwell upon my death
But celebrate my life



Constance Jenkins



domingo, 26 de setembro de 2021

Paz aos Mortos

 

 Ana Junko





Detestei sempre os arquitectos de infinito:
como é feio fugir quando nos espera a vida!
Nunca tive saudades do futuro
e o passado… o passado vivi-o, que fazer?!
– e não gosto que me ordenem venerá-los
se eu todo não basto a encher este presente.
Não tenho remorsos do passado. O que vivi, vivi.
Tenho, talvez, desprezo
por esta débil haste que raramente soube
merecer os dons da vida,
e se ficava hesitante
na hora de passar da imaginação à vida.

As pazadas de terra cobrindo o que já fui
sabem mal, às vezes; noutros dias
deliro quando lanço à vala um desses seres tristonhos
que outrora fui, sem querer.


Adolfo Casais Monteiro
in, ‘Sempre e Sem Fim’



quinta-feira, 18 de março de 2021

Oferenda aos mortos

 

Philip Larkin memorial stone in Westminster Abbey





No comfort, but no tears,
assim era o obituário de Larkin
na Time. Lembro-me do título

e da fotografia de a one-piece suit man
sentado num banco alto, atrás de si uma coluna de pedra,
e atrás da coluna uma bicicleta parcialmente encoberta.

Um inglês insuportável que escrevia
poemas rentes à lucidez, sem ilusões ou precipitações.
one-piece poem man que escutava o vento.

Night-music, Climbing the hill
within the deafening wind, The north ship,
e, sobretudo, Portrait,

onde o último verso diz
«And no wind will trouble to break her grief».
Este bibliotecário em Hull ensinou-me que o vento

jamais perturba a paz dos cemitérios. No meu sangue
imprime-se a indelével certeza disso,
mas admito, cegamente, que

Larkin, afiados versos em riste,
estivesse afinal errado. O vento desfaz a memória
e os seus nós, agita a lembrança,

e promete o apaziguamento
de novas, extemporâneas ficções.
O vento, búzio inconsútil,

arrasta-me já sem dor, mas agita
cemitérios, traz os mortos, exige de nós
uma oferenda aos mortos, esses irmãos.

E tu estás morta. Eu desvendo-te
os segredos da corrupção que te desfigura já.
Aceito, escuto o vento.



Luís Quintais






sexta-feira, 5 de fevereiro de 2021

SE EU MORRER AMANHÃ

 







 Se eu morrer de manhã
abre a janela devagar
e olha com rigor o dia que não tenho.
Não me lamentes. Eu não me entristeço:
ter tido a morte é mais do que mereço
se nem conheço a noite de que venho.
Deixa entrar pela casa um pouco de ar
e um pedaço de céu
- o único que sei.
Talvez um pássaro me estenda a asa
que não saber voar
foi sempre a minha lei.
Não busques o meu hálito no espelho.
Não chames o meu nome que eu não venho
e do mistério nada te direi.
Diz que não estou se alguém bater à porta.
Deixa que eu faça o meu papel de morta
pois não estar é da morte quanto sei.



Rosa Lobato de Faria
in, "Poemas Escolhidos e Dispersos"




sexta-feira, 2 de outubro de 2020

Morrer por um bocadinho

 







O sol é sempre o mesmo e o céu azul
ora é azul, nitidamente azul,
ora é cinza, negro, quase verde…
Mas nunca tem a cor inesperada.

O Mundo não se modifica.
As árvores dão flores,
folhas, frutos e pássaros
como máquinas verdes.

As paisagens não se transformam
Não cai neve vermelha
Não há flores que voem,
A lua não tem olhos
Ninguém vai pintar olhos à lua

Tudo é igual, mecânico e exacto

Ainda por cima os homens são os homens
Soluçam, bebem, riem e digerem
sem imaginação.

E há bairros miseráveis, sempre os mesmos
discursos de Mussolini,
guerras, orgulhos em transe
automóveis de corrida…

E obrigam-me a viver até à morte!

Pois não era mais humano
Morrer por um bocadinho
De vez em quando
E recomeçar depois
Achando tudo mais novo?

Ah! Se eu pudesse suicidar-me por seis meses
Morrer em cima dum divã
Com a cabeça sobre uma almofada
Confiante e sereno por saber
Que tu velavas, meu amor do norte.

Quando viessem perguntar por mim
Havias de dizer com teu sorriso
Onde arde um coração em melodia
Matou-se esta manhã
Agora não o vou ressuscitar
Por uma bagatela

E virias depois, suavemente,
velar por mim, subtil e cuidadosa,
pé ante pé, não fosses acordar
a Morte ainda menina no meu colo…



JOSÉ GOMES FERREIRA
in, ‘VIVER SEMPRE TAMBÉM CANSA’





sábado, 22 de agosto de 2020

Epílogo







Não sei o que me recordará,
se as páginas de um livro,
se um beijo nos seios de gelo da esfinge,
se as inumeráveis fontes de onde brotavam
as lágrimas,
queimando o rosto,
descendo,
não sei se o meu nome se escreverá no 
silêncio branco das lápides,
rodeadas de aflições e ciprestes,
não pergunto o que querem de mim,
o que fizeram de mim,
e não há súplica que ecoe nos templos,
onde a minha garganta contém um soluço
ou um grito,
não há arte que enalteça todas as minhas
rugas,
toda a mágoa destes braços inertes,
abertos, implorando perdão.


José Agostinho Baptista




quinta-feira, 16 de julho de 2020

Song of the Storm-Swept Plain






The wind shrills forth
From the white cold North
Where the gates of the Storm-god are;
And ragged clouds,
Like mantling shrouds,
Engulf the last, dim star.

Through naked trees,
In low coulees,
The night-voice moans and sighs;
And sings of deep,
Warm cradled sleep,
With wind-crooned lullabies.

He stands alone
Where the storm’s weird tone
In mocking swells;
And the snow-sharp breath
Of cruel Death
The tales of its coming tells.

The frightened plaint
Of his sheep sound faint 
Then the choking wall of white -
Then is heard no more,
In the deep-toned roar,
Of the blinding, pathless night. 

No light nor guide, 
Save a mighty tide
Of mad fear drives him on;
'Till his cold-numbed form 
Grows strangely warm; 
And the strength of his limbs is gone. 

Through the storm and night
A strange, soft light
O'er the sleeping shepherd gleams;
And he hears the word
Of the Shepherd Lord
Called out from the bourne of dreams.

Come, leave the strife
Of your weary life;
Come unto Me and rest
From the night and cold,
To the sheltered fold,
By the hand of love caressed.

The storm shrieks on,
But its work is done -
A soul to its God has fled;
And the wild refrain
Of the wind-swept plain, 
Sings requiem for the dead. 



William D. Hodjkiss





segunda-feira, 13 de julho de 2020

Mãe







Mãe:
Que desgraça na vida aconteceu,
Que ficaste insensível e gelada?
Que todo o teu perfil se endureceu
Numa linha severa e desenhada?

Como as estátuas, que são gente nossa
Cansada de palavras e ternura,
Assim tu me pareces no teu leito.
Presença cinzelada em pedra dura,
Que não tem coração dentro do peito.

Chamo aos gritos por ti — não me respondes.
Beijo-te as mãos e o rosto — sinto frio.
Ou és outra, ou me enganas, ou te escondes
Por detrás do terror deste vazio.

Mãe:
Abre os olhos ao menos, diz que sim!
Diz que me vês ainda, que me queres.
Que és a eterna mulher entre as mulheres.
Que nem a morte te afastou de mim!


Miguel Torga
in, 'Diário IV'



quarta-feira, 17 de junho de 2020

PARTIDA








Depois
Há a angústia da solidão
O canto de pássaros
A incerteza dos amanhãs
O nó que afoga e não passa
A noite

Depois
Há as casas manchadas de sombras
Um punhado de lágrimas
Os lábios que se unem
Como asas de uma mesma flor
Os elos de um até já

Depois
Há a nostalgia da praia deserta
As rosas vermelhas esquecidas
As horas mortas e cansadas dos dias opacos

Depois
São as minhas lágrimas a quererem despertar
No silêncio do olhar
Sofrendo horas de carne e cinzas

Depois
São os meus poemas
De braços nus à chuva a quererem poisar em tua boca
Confiantes na noite onde mãos abandonadas
Colhem flores esquecidas nas tardes

Depois
Depois amor
É chegada a hora 
da partida


Francisco Amaral Jorge




terça-feira, 19 de novembro de 2019

Your Mother Is Always With You





Your mother is always with you…
She’s the whisper of the leaves
as you walk down the street.

She’s the smell of bleach in
your freshly laundered socks.

She’s the cool hand on your
brow when you’re not well.

Your mother lives inside
your laughter. She’s crystallized
in every tear drop…

She’s the place you came from,
your first home. She’s the map you
follow with every step that you take.

She’s your first love and your first heart
break….and nothing on earth can separate you.

Not time, Not space…
Not even death….
will ever separate you
from your mother….

You carry her inside of you….



Sherry Martin 





terça-feira, 2 de abril de 2019

A Morte Absoluta





Morrer. 
Morrer de corpo e de alma. 
Completamente. 

Morrer sem deixar o triste despojo da carne, 
A exangue máscara de cera, 
Cercada de flores, 
Que apodrecerão - felizes! - num dia, 
Banhada de lágrimas 
Nascidas menos da saudade do que do espanto da morte. 

Morrer sem deixar porventura uma alma errante... 
A caminho do céu? 
Mas que céu pode satisfazer teu sonho de céu? 

Morrer sem deixar um sulco, um risco, uma sombra, 
A lembrança de uma sombra 
Em nenhum coração, em nenhum pensamento, 
Em nenhuma epiderme. 

Morrer tão completamente 
Que um dia ao lerem o teu nome num papel 
Perguntem: "Quem foi?..." 

Morrer mais completamente ainda, 
Sem deixar sequer esse nome.


Manuel Bandeira




domingo, 28 de outubro de 2018

FUNERAL BLUES





Stop all the clocks, cut off the telephone,
Prevent the dog from barking with a juicy bone,
Silence the pianos and with muffled drum
Bring out the coffin, let the mourners come.

Let aeroplanes circle moaning overhead
Scribbling on the sky the message 'He is Dead'.
Put crepe bows round the white necks of the public doves,
Let the traffic policemen wear black cotton gloves.

He was my North, my South, my East and West,
My working week and my Sunday rest,
My noon, my midnight, my talk, my song;
I thought that love would last forever: I was wrong.

The stars are not wanted now; put out every one,
Pack up the moon and dismantle the sun,
Pour away the ocean and sweep up the wood;
For nothing now can ever come to any good.


W. H. AUDEN
in, ANOTHER TIME




quarta-feira, 6 de setembro de 2017

QUANDO EU MORRER

 




Pai, quando eu morrer,
ficarei rosa como uma menina
(você não deve ralhar ou querer que eu minta
porque tudo será exato, sem mesmo carecer de ensaio).

Quando eu morrer sou tranquilo
como um príncipe que beijasse
a boca do nada (você vai achar bonito
esse quadro de tintas longínquas).

Pensarão que sou uma menina, um barco,
um pombo. Todo o meu doce virá à tona.
Veja pai, sou um mineral,
intacto e sem passado.



Eucanaã Ferraz 
in, Livro Primeiro




quinta-feira, 20 de julho de 2017

Morri pela Beleza

 




Morri pela Beleza - mas mal me tinha 
Acomodado à Campa 
Quando Alguém que morreu pela Verdade, 
Da Casa do lado -

Perguntou baixinho "Por que morreste?" 
"Pela Beleza", respondi - 
"E eu - pela Verdade - Ambas são iguais - 
E nós também, somos Irmãos", disse Ele -

E assim, como parentes próximos, uma Noite - 
Falámos de uma Casa para outra - 
Até que o Musgo nos chegou aos lábios - 
E cobriu - os nossos nomes.


Emily Dickinson
in, "Poemas e Cartas"




quinta-feira, 3 de março de 2016

In Memoriam




Que a terra lhe seja pesada.
Que lhe apodreça o corpo e os olhos fiquem vivos,
Se lhe soltem os dentes e a fome fique intacta
E a alma, se a tiver, que lha fustigue o vento
E arrase com ela a memória gravada
Na lembrança demente dos que o choram.

Que a mulher que foi dele oiça o vento na noite,
Cheio de ossos e uivos
E garfos aguçados
E que reparta o medo com o primeiro intruso
E o vento se insinue pelas portas fechadas
E rasteje no quarto
E suba pela cama
E lhe entre no olhar como estiletes de aço
Lhe penetre os ouvidos como agulhas de som,
Lhe emaranhe os cabelos como um nó de soluços,
Lhe desfigure o rosto como um ácido em chama.

Que a mulher que foi dele oiça o vento na noite,
Que a mulher que foi dele oiça o vento na cama!

Que o nome que era o seu o persigam os ecos,
O gritem no deserto as gargantas com sede,
O murmurem no escuro os mendigos com frio,
O clamem na cidade as crianças com fome,
O soluce o amante de súbito impotente,
O maldigam no exílio as almas sem descanso

Que o nome que era o seu seja a bandeira negra,
A pálpebra doente,
O vómito de sangue..

Que o gesto que era o seu o imitem as mães
Que se torcem de dor quando abortam nas trevas,
O desenhem a lume os braços amputados,
O perpetue o esgar dos jovens mutilados,
O dance o condenado que morre na fogueira.

Que o gesto que era o seu seja o punhal do louco
A arma do ladrão
A marca do vencido.

Que o sangue que era o seu seja o rictus da tara,
A máscara de sal,
A vingança do pobre.
E que o Exterminador, no seu trono de enxofre,
O faça tilintar os guizos da tortura
Até que o mundo o esqueça
E mais ninguém o chore.



José Carlos Ary dos Santos
in, A Liturgia do Sangue