quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Eu sou mais do que digo que sou






Sempre a ver as coisas divididas entre o bem e o mal
Sem perceber que no equilíbrio está uma regra universal
Eu vou à bruxa para tentar descodificar
Aquilo que o destino a mim afinal me vai reservar

Mas há uma coisa no meio disto tudo que eu me estou a esquecer
Onde é que fica aquela parte em que vou reclamar o poder
Para mudar aquilo que está ao meu alcance fazer (mudar)
Mas se eu disser isto à bruxa ela não vai perceber

Porque eu...

Eu sou mais do que digo que sou
Eu continuo quando tudo acabou
Eu vou dizer para todo o mundo entender
Que o nosso destino é viver
Independentemente da forma que acontecer

E anda todo o mundo no modo de sobreviver
Só pensando em satisfazer o seu próprio prazer
E sempre à espera de atrair milhões sem dar um centavo
Mas onde o medo em ser livre provoca orgulho em ser escravo

E eu sempre a por as culpas todas para fora de mim
Não assumindo as responsabilidades até ao fim
Pelo menos aquelas que a mim me compete pagar
É que são precisos sempre dois para o tango dançar

Mas eu sou...

Eu sou mais do que digo que sou
Eu continuo quando tudo acabou
Eu vou dizer para todo o mundo entender
Que o nosso destino é viver
Independentemente da forma que acontecer

E o problema é a pessoa não escutar antes de falar
Antes ou depois é igual, o importante é olhar
para ti, pois veres-te reflectido
É um problema fodido
É que a certeza de encontrares um estranho do lado de lá
Faz com que o medo que tu sentes todo do lado de cá
Te paralise
E naquilo a que eu chamo um deslize
Mandas para o ar
A dizer que eu não posso, não devo e que não é bom passar!

E como podes tu dizer que eu não posso, não passo
Se eu digo posso se quiser e se quiser é o que eu faço
Pois ser genuíno para mim é negócio prefeito
Eu amo e vivo e tu a mim só me exiges respeito
Como se honrasses algo vivo que trouxesses no peito
Por isso eu corto a direito
Torno-me exímio no auto-respeito
E se o teu julgamento for o preço da verdade
Eu compro a liberdade
E tu, julga à vontade!


Pedro Jeremias






sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Te Amo



Te amo de uma manera inexplicable
De una forma inconfesable
De un modo contradictorio

Te amo

Con mis estados de ánimo que son muchos
Y cambian de humor continuamente
Por lo que ya sabes,

El tiempo
La vida
La muerte

Te amo

Con el mundo que no entiendo
Con la gente que no compreende
Con la ambivalencia de mi alma
Con la incoherencia de mis actos
Con la fatalidad del destino
Con la conspiración del desejo
Con la ambigüedad de los hechos

Aún cuando te digo que no te amo, te amo
Hasta cuando te engaño, no te engaño
En el fondo, ilevo a cabo un plan
Para amarte mejor

Te amo.

Sin reflexionar, inconscientemente,
irresponsablemente, involuntariamente,
por instinto
por impulso, iracionalmente
En afecto no tengo argumentos lógicos
ni siquiera improvisados
Para fundamentar este amor que siento por ti,
que surgió misteriosamente de la nada,
Que no ha resuelto mágicamente nada
Y que milagrosamente, de a poco, con poco ya nada
Ha mejorado lo peor de mi

Te amo.

Te amo con un cuerpo que no piensa
Con un corazón que no razona,
Con una cabeza que no coordina

Te amo

incomprensiblemente
Sin preguntarme por qué te amo
Sin importarme por qué te amo
Sin cuestionarme por qué te amo

Te amo

sencillamente porque te amo
Yo mismo no se por qué te amo



Gian Franco Pagliaro







quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Me gustas cuando callas






Me gustas cuando callas porque estás como ausente,
y me oyes desde lejos, y mi voz no te toca.
Parece que los ojos se te hubieran volado
y parece que un beso te cerrara la boca.

Como todas las cosas están llenas de mi alma
emerges de las cosas, llena del alma mía.
Mariposa de sueño, te pareces a mi alma, 
y te pareces a la palabra melancolía.

Me gustas cuando callas y estás como distante.
Y estás como quejándote, mariposa en arrullo.
Y me oyes desde lejos, y mi voz no te alcanza:
déjame que me calle con el silencio tuyo.

Déjame que te hable también con tu silencio
claro como una lámpara, simple como un anillo.
Eres como la noche, callada y constelada.
Tu silencio es de estrella, tan lejano y sencillo.

Me gustas cuando callas porque estás como ausente.
Distante y dolorosa como si hubieras muerto.
Una palabra entonces, una sonrisa bastan.
Y estoy alegre, alegre de que no sea cierto.


Pablo Neruda