sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

EL CREDO DE LA MUJER REAL



       
Yo creo que dentro de mi yace una extraodinaria radiancia,
Y me comprometo a permitir que mi luz se expanda por el mundo.

Yo creo que la fuente de mi poder y sabiduría está en el centro de mi ser,
Y me comprometo a actuar desde este lugar de fortaleza.

Yo creo que poseo  pasión y potencial creativo en abundancia,
Y me comprometo a la expresión de estos dones.

Yo creo que ha llegado el momento de dejar ir 
viejas ideas y actitudes insanas,
Y me comprometo a re-examinar lo que se me ha dicho sobre la belleza
 y a descartar aquello que insulta a mi alma.

Yo creo que los pensamientos y palabras negativos 
comprometen mi bienestar,
Y me comprometo a pensar y hablar positivamente 
sobre mi misma y sobre l@s demás,

Yo creo que las mujeres jóvenes necesitan modelos positivos,
Y me comprometo a ser un ejemplo de autenticidad y auto-amor.

Yo creo en la relación de mi bienestar y el bienestar del planeta,
Y me comprometo a una vida de conciencia plena que percibe 
a todo ser viviente como sagrado y digno de mi amor.

Yo creo que es mi responsabilidad espiritual 
cuidar mi cuerpo con respeto, cariño y compasión,
Y me comprometo a equilibrar mi vida de manera que mi cuerpo físico 
sea expresado  y nutrido por completo.

Yo creo que disfrutar es una parte esencial del bienestar,
Y me comprometo a quitar cualquier obstáculo del disfrute 
y a crear una vida llena de exhuberancia.

Yo creo que la mujer que se ama a sí misma 
es una fuerza atractiva, poderosa y apasionada,
Y me comprometo, de hoy en adelante, a amarme a mi misma 
profunda y extravagantemente.



JAN PHILLIPS




quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

225 days








225 days
under grass
and you know more than I.
they have long
taken your blood,
you are a dry stick in a basket.
is this how it works?
in this room the hours of love still make shadows.

when you left
you took almost everything.
I kneel in the nights
before tigers that will not let me be.

what you were
will not happen again.
the tigers have found me
and I do not care.  



Charles Bukowski






terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Retrato do Fugitivo






ele caminha pela solidão nocturna dos quartos de hotel
e de fotografia em fotografia chega exausto
ao minucioso poema a preto e branco
mas já não o surpreende a violenta visão do mundo
este lento destroço que um liquido sussurro de prata
revela a partir de iluminada fracção de segundo
e bebe
e ama
e foge de si mesmo
com a leica pronta a ferir como uma bala ecoando
no fundo da memória um néon uma pedra
uma arquitectura de luz e sombra ou um deserto
onde se debruça para retocar os dias com um
lápis
na certeza que sobrevirá a estes perfeitos acidentes
a estes restos de corpos a pouco e pouco turvos
pelo tempo pelo sono ou pela melancolia
mas regressa sempre à transumância das cidades
quando a alba do flash prende o furtivo gesto
sobre o papel fotográfico morre o misterioso fugitivo
depois
vem o medo
que se desprende do olhar imobilizado
e do rosto fotografado
nasce uma vida de infinito caos


Al Berto





segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Jamais permitas



"Ama o teu homem e caminha com ele, 
mas somente se ambos representarem um para o outro 
o que a Deusa Mãe ensinou: 
Amor, Companheirismo e Amizade."



Jamais permitas...

Jamais permitas
que algum homem te escravize.
Tu nasces-te livre para amar,
e não para ser escrava.

Jamais permitas
que o teu coração sofra em nome do amor.
Amar é um acto de felicidade,
para quê sofrer?

Jamais permitas
que os teus olhos derramem lágrimas,
por alguém que nunca te fará sorrir!

Jamais permitas
que o teu corpo seja usado.
O teu corpo é a morada do espírito,
porquê mantê-lo aprisionado?

Jamais permitas
ficar horas a esperar por alguém,
que nunca virá,
mesmo tendo prometido!

Jamais permitas
que o teu nome seja pronunciado em vão
por um homem que tu nem sequer sabes o nome!

Jamais permitas
que o teu tempo seja desperdiçado,
com alguém que nunca terá tempo para ti!

Jamais permitas
ouvir gritos em teus ouvidos.
Oamor é o único que pode falar mais alto!

Jamais permitas
que paixões desenfreadas
te tirem de um mundo real,
para outro que nunca existiu!

Jamais permitas
que outros sonhos se misturem com os  teus,
fazendo-os virar um grande pesadelo!

Jamais acredites
que alguém possa voltar,
quando nunca esteve presente!

Jamais permitas
que o teu útero gere um filho
que nunca terá um pai!

Jamais permitas
viver na dependência de um homem,
como se tu tivesses nascido inválida!

Jamais te ponhas linda e maravilhosa
para esperar um homem
que não tenha olhos para te admirar!

Jamais permitas
que os teus pés caminhem em direcção de um homem
que só vive a fugir de ti!

Jamais permitas
que a dor, a tristeza, a solidão,
o ódio, o ressentimento,
o ciúme, o remorso,
e tudo o que possa tirar o brilho dos teus olhos,
enfraqueça força que existe dentro de ti!

E sobretudo,
Jamais permitas
que tu mesma percas a dignidade de ser mulher!

Código de Honra das Mulheres Celtas




"Jamais permitas que pedras interrompam
a tua caminhada:
quando chegares ao teu destino, os teus pés
estarão mais fortes.

Jamais permitas que o desânimo te faça
desistir!!!
quando elas forem atingidas, terás ânimo renovado.

Jamais permitas que maledicências roubem
o teu equilíbrio emocional:
quando a Verdade furar essas nuvens negras,
a tua saúde mental não terá sido abalada.

Jamais permitas que discórdias te façam
perder a Fé nos teus amigos:
quando chegar a calmaria, não terás feito inimigos.

Jamais permitas que a competição pelo sucesso
coloque em ti dúvidas quanto às tuas capacidades:
chegada a hora da colheita, colherás os benefícios
da confiança em ti mesma.

Jamais permitas que "conselhos" 
de pessoas infelizes quebrem as tuas convicções:
no final estarás salva de ser infeliz também.

Jamais permitas que bajulações te impeçam
de ver com clareza:
teus olhos postos imparcialmente nos teus feitos
te ajudarão a corrigir tuas possíveis e humanas falhas."




sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Wild Hearted Woman





"If you find a woman
with a wild heart
do not try to tame her.
You must adore her
recklessly, the way
she is meant to be loved.
Do not try to quiet her,
for her roars will reach
far and wide.
She has something
important to say.
Help her say it.

Do not get in her way.
She stops for no one.
Do not try to change
the path she has chosen.
Learn also to love the wind
and let it change you."




quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Foste tu que me salvaste





Andei perdido em corpos vazios 
até tu me encontrares meu amor.

Sem rumo e sem destino, 
vagueando pela bruma da inconstância
que teimosamente me prendia
a poços sem fundo e sem rosto.

Fui vítima de mim, 
da minha própria leviandade, 
da minha sede de querer, 
apenas para descobrir a inocuidade 
de tudo que desejava,
a fragilidade de um mundo em ruínas
desmoronando-se como um baralho de cartas.

Foste tu que me salvaste,
tiraste-me da sombra 
e mostraste-me a luz do teu caminho.

Foi a tua candura que me resgatou
das trevas em que me afundava,
e é por isso que eu te digo 
sem reservas meu amor,
que se a minha alma falasse, 
o teu nome ecoaria 
pelos corredores do silêncio,
a tua chama incendiaria os céus
pulsando como veias abertas, 
o teu sorriso seria o estandarte
de um sonho pintado a sangue
do qual receio acordar.


Pedro Lima





sábado, 7 de fevereiro de 2015

Go out into the world







"You need to go out into the world 
and see things.
Find things out.
Drink your coffee and sit down 
to think about things.

Think about who you are, 
where you are, 
where you come from.
Don’t forget where you come from.
You’re a small fish in a big pond.
That’s why it’s so important to travel.

Everyday look down at your feet and say
"this is where I am.
This is where I’m standing now,
I’ve not been in this moment before,
and I probably won’t be again."

Realize that you should never get angry 
with where you are at any given time.
Better times will come.
Better times will come 
for all of us."







sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Antes de Ti



Madruguei demais. Fumei demais. Foram demais 
todas as coisas que na vida eu emprenhei. 
Vejo-as agora grávidas. Redondas. Coisas tais, 
como as tais coisas nas quais nunca pensei. 

Demais foram as sombras. Mais e mais. 
Cada vez mais ardentes as sombras que tirei 
do imenso mar de sol, sem praia ou cais, 
de onde parti sem saber por que embarquei. 

Amei demais. Sempre demais. E o que dei 
está espalhado pelos sítios onde vais 
e pelos anos longos, longos, que passei 

à procura de ti. De mim. De ninguém mais. 
E os milhares de versos que rasguei 
antes de ti, eram perfeitos. Mas banais.


Joaquim Pessoa






quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Porque esperaste?






Passo a minha mão pela tua cabeça,
Quero tanto saber o que tu pensas.

O que tu pensas, mas apenas como,
e quando e o porquê, e não
que estejas pensando ou não que a minha mão,
atenta e recurvada, passa brandamente.

Quero saber aquilo que nem sabes.

Aquilo que nem sabes- como saberias
o que o pensar é antes de pensar-se?

A mão que pousa e vai passar atenta.
O olhar que espera ver passar o gesto.
A tácita lembrança de volver os olhos.
A brisa que sabemos vai soprar tão mansa,
ainda antes, no fremir de pétalas ou folhas,
mas não na expectativa de arrepio prévio.

Por que esperaste, ciente, a pele da minha mão?



Jorge de Sena







quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Ode ao Gato







Os animais foram
imperfeitos,
compridos de rabo, tristes
de cabeça.

Pouco a pouco se foram
compondo,
fazendo-se paisagem,
adquirindo pintas, graça, vôo.
O gato,
só o gato
apareceu completo
e orgulhoso:
nasceu completamente terminado,
anda sozinho e sabe o que quer.
O homem quer ser peixe e pássaro,
a serpente quisera ter asas,
o cachorro é um leão desorientado,
o engenheiro quer ser poeta,
a mosca estuda para andorinha,
o poeta trata de imitar a mosca,
mas o gato
quer ser só gato
e todo gato é gato
do bigode ao rabo,
do pressentimento ao rato vivo,
da noite até seus olhos de ouro.
Não há unidade
como ele,
não tem
a lua nem a flor
tal contextura:
é uma só coisa
como o sol ou o topázio,
e a elástica linha em seu contorno
firme e sutil é como
a linha da proa de um navio.
Seus olhos amarelos
deixaram uma só
ranhura
para jogar as moedas da noite.
Oh pequeno
imperador sem orbe,
conquistador sem pátria,
mínimo tigre de salão, nupcial
sultão do céu
das telhas eróticas,
o vento do amor
na intempérie
reclamas
quando passas
e pousas
quatro pés delicados
no solo,
cheirando,
desconfiando
de todo o terrestre,
porque tudo
é imundo
para o imaculado pé do gato.
Oh fera independente
da casa, arrogante
vestígio da noite,
preguiçoso, ginástico
e alheio,
profundíssimo gato,
polícia secreta
dos quartos,
insígnia
de um
desaparecido veludo,
seguramente não há
enigma
na tua maneira,
talvez não sejas mistério,
todo o mundo sabe de ti e pertences
ao habitante menos misterioso,
talvez todos o acreditem,
todos se acreditem donos,
proprietários, tios
de gatos, companheiros,
colegas,
discípulos ou amigos
do seu gato.
Eu não.
Eu não subscrevo.
Eu não conheço ao gato.
Tudo sei, a vida e seu arquipélago,
o mar e a cidade incalculável,
a botânica,
o gineceu com seus extravios,
o pôr e o menos da matemática,
os funis vulcânicos do mundo,
a casaca irreal do crocodilo,
a bondade ignorada do bombeiro,
o atavismo azul do sacerdote,
mas não posso decifrar um gato.
Minha razão resvalou na sua indiferença,
o seu olho tem números de puro.


Pablo Neruda







terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Gato que brincas na rua





Gato que brincas na rua
Como se fosse na cama,
Invejo a sorte que é tua
Porque nem sorte se chama.

Bom servo das leis fatais
Que regem pedras e gentes,
Que tens instintos gerais
E sentes só o que sentes,

És feliz porque és assim,
Todo o nada que és é teu.
Eu vejo-me e estou sem mim,
Conheço-me e não sou eu.


Fernando Pessoa





domingo, 1 de fevereiro de 2015

Sentir






A Melhor Maneira de Viajar é Sentir Afinal, a melhor maneira de viajar é sentir.
Sentir tudo de todas as maneiras.
Sentir tudo excessivamente,
Porque todas as coisas são, em verdade, excessivas
E toda a realidade é um excesso, uma violência,
Uma alucinação extraordinariamente nítida
Que vivemos todos em comum com a fúria das almas,
O centro para onde tendem as estranhas forças centrífugas
Que são as psiques humanas no seu acordo de sentidos.

Quanto mais eu sinta, quanto mais eu sinta como várias pessoas,
Quanto mais personalidade eu tiver,
Quanto mais intensamente, estridentemente as tiver,
Quanto mais simultaneamente sentir com todas elas,
Quanto mais unificadamente diverso, dispersadamente atento,
Estiver, sentir, viver, for,
Mais possuirei a existência total do universo,
Mais completo serei pelo espaço inteiro fora.
Mais análogo serei a Deus, seja ele quem for,
Porque, seja ele quem for, com certeza que é Tudo,
E fora d'Ele há só Ele, e Tudo para Ele é pouco.

Cada alma é uma escada para Deus,
Cada alma é um corredor-Universo para Deus,
Cada alma é um rio correndo por margens de Externo
Para Deus e em Deus com um sussurro soturno.

Sursum corda! Erguei as almas! Toda a Matéria é Espírito,

Porque Matéria e Espírito são apenas nomes confusos
Dados à grande sombra que ensopa o Exterior em sonho
E funde em Noite e Mistério o Universo Excessivo!
Sursum corda! Na noite acordo, o silêncio é grande,
As coisas, de braços cruzados sobre o peito, reparam

Com uma tristeza nobre para os meus olhos abertos
Que as vê como vagos vultos noturnos na noite negra.
Sursum corda! Acordo na noite e sinto-me diverso.
Todo o Mundo com a sua forma visível do costume
Jaz no fundo dum poço e faz um ruído confuso,

Escuto-o, e no meu coração um grande pasmo soluça.

Sursum corda! ó Terra, jardim suspenso, berço
Que embala a Alma dispersa da humanidade sucessiva!
Mãe verde e florida todos os anos recente,
Todos os anos vernal, estival, outonal, hiemal,
Todos os anos celebrando às mancheias as festas de Adônis
Num rito anterior a todas as significações,
Num grande culto em tumulto pelas montanhas e os vales!
Grande coração pulsando no peito nu dos vulcões,
Grande voz acordando em cataratas e mares,
Grande bacante ébria do Movimento e da Mudança,
Em cio de vegetação e florescência rompendo
Teu próprio corpo de terra e rochas, teu corpo submisso
A tua própria vontade transtornadora e eterna!
Mãe carinhosa e unânime dos ventos, dos mares, dos prados,
Vertiginosa mãe dos vendavais e ciclones,
Mãe caprichosa que faz vegetar e secar,
Que perturba as próprias estações e confunde
Num beijo imaterial os sóis e as chuvas e os ventos!

Sursum corda! Reparo para ti e todo eu sou um hino!
Tudo em mim como um satélite da tua dinâmica intima
Volteia serpenteando, ficando como um anel
Nevoento, de sensações reminescidas e vagas,
Em torno ao teu vulto interno, túrgido e fervoroso.
Ocupa de toda a tua força e de todo o teu poder quente
Meu coração a ti aberto!
Como uma espada traspassando meu ser erguido e extático,
Intersecciona com meu sangue, com a minha pele e os meus nervos,
Teu movimento contínuo, contíguo a ti própria sempre,

Sou um monte confuso de forças cheias de infinito
Tendendo em todas as direções para todos os lados do espaço,
A Vida, essa coisa enorme, é que prende tudo e tudo une
E faz com que todas as forças que raivam dentro de mim
Não passem de mim, nem quebrem meu ser, não partam meu corpo,
Não me arremessem, como uma bomba de Espírito que estoira
Em sangue e carne e alma espiritualizados para entre as estrelas,
Para além dos sóis de outros sistemas e dos astros remotos.

Tudo o que há dentro de mim tende a voltar a ser tudo.
Tudo o que há dentro de mim tende a despejar-me no chão,
No vasto chão supremo que não está em cima nem embaixo
Mas sob as estrelas e os sóis, sob as almas e os corpos
Por uma oblíqua posse dos nossos sentidos intelectuais.

Sou uma chama ascendendo, mas ascendo para baixo e para cima,
Ascendo para todos os lados ao mesmo tempo, sou um globo
De chamas explosivas buscando Deus e queimando
A crosta dos meus sentidos, o muro da minha lógica,
A minha inteligência limitadora e gelada.

Sou uma grande máquina movida por grandes correias
De que só vejo a parte que pega nos meus tambores,
O resto vai para além dos astros, passa para além dos sóis,
E nunca parece chegar ao tambor donde parte...

Meu corpo é um centro dum volante estupendo e infinito
Em marcha sempre vertiginosamente em torno de si,
Cruzando-se em todas as direções com outros volantes,
Que se entrepenetram e misturam, porque isto não é no espaço
Mas não sei onde espacial de uma outra maneira-Deus.

Dentro de mim estão presos e atados ao chao
Todos os movimentos que compõem o universo,
A fúria minuciosa e dos átomos,
A fúria de todas as chamas, a raiva de todos os ventos,
A espuma furiosa de todos os rios, que se precipitam,

A chuva com pedras atiradas de catapultas
De enormes exércitos de anões escondidos no céu.

Sou um formidável dinamismo obrigado ao equilíbrio
De estar dentro do meu corpo, de não transbordar da minh'alma.
Ruge, estoira, vence, quebra, estrondeia, sacode,
Freme, treme, espuma, venta, viola, explode,
Perde-te, transcende-te, circunda-te, vive-te, rompe e foge,
Sê com todo o meu corpo todo o universo e a vida,
Arde com todo o meu ser todos os lumes e luzes,
Risca com toda a minha alma todos os relâmpagos e fogos,
Sobrevive-me em minha vida em todas as direções!



Álvaro de Campos 
in, "Poemas"