sábado, 29 de dezembro de 2012

Degraus


Junichi Hakoyama




Assim como as flores murcham e a juventude 
Cede à velhice, também os degraus da vida, 
A sabedoria e a virtude, a seu tempo, 
Florescem e não duram eternamente. 
A cada apelo da vida deve o coração estar pronto 
A despedir-se e a começar de novo 
Para, com coragem e sem lágrimas, se dar 
A outras novas ligações. 
Em todo o começo reside um encanto 
Que nos protege e ajuda a viver.
Serenos transportamos espaço após espaço,
Não nos prendendo a nenhum como a um lar;
Ser-nos corrente ou parada não quer o espírito do mundo
Mas de degrau em degrau elevar-nos e aumentar-nos.
Mal nos habituamos a um círculo de vida,
íntimos, ameaça-nos o torpor;
Só aquele que está pronto a partir e parte
Se furtará à paralisia dos hábitos.

Talvez também a hora da morte
Nos lance, jovens, para novos espaços,
O apelo da vida nunca tem fim...
Vamos coração, despede-te e cura-te.



Hermann Hesse
in, "Elogio da velhice"






sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Ley de Newton






"Preciosa, ahora que estamos los dos
Acompañando al silencio
Que vino a este encuentro entre tu voz y mi voz

Quisiera no equivocar la ocasión
Busco palabras perfectas entre mi conciencia
Y lo que está en mi razón

Y cuanto más y más y más intento romper el hielo
Miro tus ojos frente a mí brillando como un caramelo
Y quiero dejar de ser, de estar 
y pido a dios que se pare el tiempo
Entonces suspiras, te toco, y muero

Sólo quiero mirarte y olvidar el pasado
Reducir el espacio entre tu piel y mis manos
No digas lo siento
No existe lamento
Lo quiero todo, todo para mí
Te confieso que quise y no pude olvidarme
De tu dulce sonrisa y tus pequeños detalles
Llegado el momento
No existe lamento
Y quiero todo, todo para mí

Propongo una tregua entre tú y yo
Dejemos atrás la batalla, colguemos las armas
Y bandera blanca pa? el corazón

Seguro [seguro] que no saldrá bien la ecuación
Porque el amor no es perfecto
Y es que lo perfecto no le agrada a la pasión

Y cuanto más y más y más intento romper el hielo
Pierdo la gravedad 
y siento por segundos que me caigo al suelo
Y siento que es verdad 
y que la ley de newton no se equivoca [no se equivoca]
Porque suspiras, te toco y muero

Sólo quiero mirarte y olvidar el pasado
Reducir el espacio entre tu piel y mis manos
No digas lo siento
No existe lamento
Lo quiero todo, todo para mí
Te confieso que quise y no pude olvidarme
De tu dulce sonrisa y tus pequeños detalles
Llegado el momento
No existe lamento
Y quiero todo, todo para mí

Todo, todo, todo
Todo, todo, todo

Lo quiero todo, todo para mí"






quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Profunda Sacanice






Não há como dar a volta, 
estamos condenados a padecer a profunda sacanice 
que por aí anda à solta. 
Em tempos de crise 
os expedientes multiplicam-se como cogumelos...

Que adianta dizer-se que é um país de sacanas?
Todos os são, mesmo os melhores, às suas horas,
e todos estão contentes de se saberem sacanas.
Não há mesmo melhor do que uma sacanice
para poder funcionar fraternalmente
a humidade de próstata ou das glândulas lacrimais,
para além das rivalidades, invejas e mesquinharias
em que tanto se dividem e afinal se irmanam.

Dizer-se que é de heróis e santos o país,
a ver se se convencem e puxam para cima as calças?
Para quê, se toda a gente sabe que só asnos,
ingénuos e sacaneados é que foram disso?

Não, o melhor seria aguentar, fazendo que se ignora.
Mas claro que logo todos pensam que isto é o cúmulo da sacanice,
porque no país dos sacanas, ninguém pode entender
que a nobreza, a dignidade, a independência, a
justiça, a bondade, etc., etc., sejam
outra coisa que não patifaria de sacanas refinados
a um ponto que os mais não são capazes de atingir.
No país dos sacanas, ser sacana e meio?
Não, que toda a gente já é pelo menos dois.
Como ser-se então nesse país? Não ser-se?
Ser ou não ser, eis a questão, dir-se-ia.
Mas isso foi no teatro, 
e o gajo morreu na mesma.



Jorge de Sena





quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

The Guest House






This being human is a guest house
every morning a new arrival
a joy, a depression, a meanness
some momentary awareness
comes as an unexpected visitor.

Welcome and entertain them all!
Even if they’re a crowd of sorrows
who violently sweep your house
empty of its furniture.
Still treat each guest honorably
he may be cleaning you out
for some new delight!

The dark thought, the shame, the malice
Meet them at the door laughing
and invite them in.

Be grateful for whoever comes
because each has been sent
as a guide from beyond.

Rumi




terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Um natal e um ano-novo inventado


Miró




Linhas para amigos e amigas de todas as partes, 
de um natal e de um ano-novo inventado.

Tenho amigos de todos os colores.
Carrego continentes de todas as árias.
Num quase mínimo acorde musical.
Guia-me um deus que senta comigo. 
Assim, ando quase sempre de bicicleta,
margeada por cercas-vivas de papoilas vermelhas e amarelas.
Tem um pipoqueiro na minha paisagem provinciana 
e uma radiadora sentimental.
Eu nunca deixei de brincar.
Amigo é mantra que me adormece e desperta.
E tem mais.
Sou acometida por indignações, desde antes da fala.
Para a mínima coisa que cerceia a liberdade e semeia o medo, não.
Posso ficar meses lá fora e camuflada atrás da porta.
Sou bem pequena, também.
Avisto multidão no olho de quem se ausenta.
E me retraio no pavor de não mais conseguir ver.
Natal é mirar, quotidianamente, a estrela que se oculta,
em linhas de fuga.
Natal é devir-criança, 
no jogo das mão dadas diante de um mundo que se acaba, todos os dias.
E nasce.
É isso que nos desejo,
força-arte para recriar a estrela que nos guia,
flores vivas para adornar desertos.


Gloria Diogenes





domingo, 23 de dezembro de 2012

Minha






A Fêmea que nela mora
insinua, oferece e recata,
maldiz, conspira e maltrata
a fêmea que nela mora.

A Deusa que nela mora
manda, desmanda, domina,
julga, condena, fulmina
a deusa que nela mora.

A Menina que nela vive
ri, ruboriza, arranha,
interpreta, encanta, acanha,
a menina que nela vive.

A Mestra que nela existe
acolhe, ensina, repreende,
guia, ampara, compreende,
a mestra que nela existe.

A Amante dentro dela
oferece, dá, entrega,
escancara, engole, esfrega,
a amante dentro dela

A Mulher que ela é
é muito mais do que isso:
loucura, tesão, ardor,
beleza, atracção, feitiço
A Mulher que ela é
É, para mim, toda viço.
É dona do meu amor.


Rozeli Mesquita






sábado, 22 de dezembro de 2012

Fruto Proibido

                                                                   



Ah essa sua língua indecente
Que explora meu sexo ardente.
Mistura nossos desejos
E me consome incansavelmente.
Essa boca que me toca ,
De maneira especial .
Quente e rápida sente
O gozo deste manancial.
Tens minha boca de forma única
Tens teu falo na minha boca
Tua boca tocando a minha
Deixando-me totalmente louca.
Essa tua mão perversa ,
Mão mais que vadia
Que percorre meu corpo
Com desejo, com ousadia .
Tenho-te com fascinação
E sem receios te devoro
Tenho-te por muitos momentos
Tu és meu fruto proibido

Rozeli Mesquita





sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Orgulho de ser Bruxa






"Que eu seja sempre a feiticeira 
que celebra os Mistérios escuros da Mãe Negra
Que eu sempre seja uma mulher que não teme o seu fogo interior
E seu poder de transformar o mundo
Que eu sempre saiba que a Grande Mãe da Vida e do Nascimento
Também é a Senhora do Sangue e o duplo da morte.

Que eu jamais seja a mulher 
que se ajoelha diante de um mestre,
Pedindo uma migalha de Luz e do amor
Pois eu recebi em mim mesma a soberania da Deusa
E a força daquela que preenche todas as coisas
E que através dessa percepção eu compreenda que sou e vivo
Para além do Tempo e da Luz

Numa escuridão estrelada de profunda paz, recolhimento e sabedoria
No útero todo inanimente da Grande Deusa
Que eu carregue sempre comigo meu punhal
Flecha de fogo
Aonde direcciono as energias da Chama Sagrada
E abro os caminhos da magia
No dia e na noite estrelada

Que eu não tema os desejos físicos
Que assolam meu corpo
E que eu ria e goze sempre da vida
Porque pulsando no mundo
Forte está meu coração
E entregue as Forças da Vida, 
as Forças da Deusa
As forças da Jovem Mulher da Primavera
Eu ame e sorria

Que nas forças da Mãe
Eu compreenda que Ela é em tudo
E que seu poder vibra em tudo que é Vida
Seu poder vibra
E nela não há bem e nem mal
Apenas os ciclos da Terra
E que eu compreenda que mesmo o erro
Me leva a evolução

E que eu jamais tema ser feia e velha
Pois todas as máscaras com a Anciã caíram
Que eu ria e ria quando for temida
Pelo Meu poder
Pois no intimo saberei que minha sabedoria
Ultrapassou a própria Luz
E que se os mestres não me compreendem
é porque ainda não souberam o Grande Mistério
De que na Deusa...
Não há Luz nem Escuridão
Tudo é Um Nela 
e para Ela todas as coisas.

E Nela há sabedoria..."






quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Nadie te pertenece






"Cuando los colonos americanos 
querían comprarle sus tierras 
a los pieles rojas 
éstos les contestaron:

“¿Comprar nuestras tierras?
 ¡Si no nos pertenecen!
Ni el fulgor de las aguas, 
ni el aire, 
ni nuestros hermanos los búfalos 
a los cuales sólo cazamos para sobrevivir. 
Es una idea 
completamente desconocida para nosotros.”

Ni la naturaleza, 
ni tus padres, 
ni tus hermanos, 
ni tus hijos, 
tus amigos o parejas
 te pertenecen. 

Es como el fulgor 
de las aguas o el aire.
No los puedes comprar.
No los puedes separar.
No son tuyos.
Sólo los puedes disfrutar 
como parte de la naturaleza.

El cauce de un río 
no lo puedes atrapar.
Sólo puedes meter las manos, 
sentir el correr de las aguas entre ellas, 
y dejarlo seguir.

Las personas son un río caudaloso.
Cualquier intento de atraparlas 
te va a lastimar.

Ámalas, 
disfrútalas 
y déjalas ir."







quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Ser sensível




Ser sensível nesse mundo requer muita coragem.
Muita. Todo dia.
Esse jeito de ouvir além dos olhos, de ver além dos ouvidos,
de sentir a textura do sentimento alheio tão clara no próprio coração
e tantas vezes até doer ou sorrir junto com toda sinceridade.
Essa sensação, de vez em quando, de ser estrangeiro e não saber falar o idioma local,
de ser meio ET, uma espécie de sobrevivente de uma civilização extinta.
Essa intensidade toda em tempo de ternura minguada.
Esse amor tão vivido em terra em que a maioria
parece se assustar mais com o afecto do que com a indelicadeza.
Esse cuidado espontâneo com os outros.
Essa vontade tão pura de que ninguém sofra por nada.
Esse melindre de ferir por saber, com nitidez, como dói se sentir ferido.
Ser sensível nesse mundo requer muita coragem. Muita. Todo dia.
Essa saudade, que faz a alma marejar,
de um lugar que não se sabe onde é, mas que existe, é claro que existe.
Essa possibilidade de se experimentar a dor, quando a dor chega,
com a mesma verdade com que se experimenta a alegria.
Essa incapacidade de não se admirar com o encanto grandioso
que também mora na subtileza.
Essa vontade de espalhar buquês de sorrisos por aí,
porque os sensíveis, por mais que chorem de vez em quando,
não deixam adormecer a ideia de um mundo que possa acordar sorrindo.
Para toda gente. Para todo ser. Para toda vida.
Eu até já tentei ser diferente, por medo de doer,
mas não tem jeito: só consigo ser igual a mim.



Ana Jácomo 






terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Tentaram fazer-me acreditar






Tentaram me fazer acreditar 
que o amor não existe 
e que sonhos estão fora de moda.

Cavaram um buraco bem fundo 
e tentaram enterrar todos os meus desejos, 
um a um, 
como fizeram com os deles.

Mas como menina-teimosa que sou, 
ainda insisto em desentortar os caminhos. 
Em construir castelos sem pensar nos ventos. 
Em buscar verdades enquanto elas tentam fugir de mim.

A manter meu buquê de sorrisos no rosto, 
sem perder a vontade de antes. 

Porque aprendi, 
que a vida, 
apesar de bruta, 
é meio mágica. 

Dá sempre para tirar um coelho da cartola. 
E lá vou eu, 
nas minhas tentativas, 
às vezes meio cegas, 
às vezes meio burras, 
tentar acertar os passos. 
Sem me preocupar se 
a próxima etapa será o tombo ou o vôo. 

Eu sei que vou. 
Insisto na caminhada. 
O que não dá é para ficar parado.

Se amanhã o que eu sonhei 
não for bem aquilo, 
eu tiro um arco-íris da cartola. 
E refaço. 
Colo. 
Pinto e bordo. 

Porque a força de dentro é maior. 
Maior que todo mal que existe no mundo. 
Maior que todos os ventos contrários. 
É maior porque é do bem. 
E nisso, sim, 
acredito até o fim.


Caio Fernando Abreu





segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Laços da Alma






"Afinidade 
é um dos poucos sentimentos que resistem 
ao tempo e ao depois.
A afinidade não é o mais brilhante, 
mas o mais subtil, delicado e penetrante dos sentimentos.
É o mais independente também.
Não importa o tempo, 
a ausência, os adiamentos, as distâncias, as impossibilidades.

Afinidade 
é ficar longe pensando 
parecido a respeito dos mesmos fatos que impressionam, 
comovem ou mobilizam.
É receber o que vem do outro 
com aceitação anterior ao entendimento.
Não é sentir a favor... nem sentir contra...
Nem sentir para... 
Nem sentir por....
Nem sentir pelo.

Afinidade 
é sentir com.
Sentir com 
é não ter necessidade de explicar o que está sentindo.
É olhar e perceber.
É mais calar do que falar.

Afinidade 
é ter perdas semelhantes e iguais esperanças.
É conversar no silêncio, 
tanto nas possibilidades exercidas 
quanto das impossibilidades vividas. 

Afinidade 
é retomar a relação no ponto em que parou, 
sem lamentar o tempo de separação. 
Porque tempo e separação 
nunca existiram."






domingo, 16 de dezembro de 2012

Medidas de Amor



O amor não se mede
apenas o sentimos
O amor não se mede
apenas se ama
O amor é vasto,
é grande
De uma alma à outra
O amor é plenitude,
é sinceridade
é cumplicidade,
são dois em um
O Amor é sublime,
é leve
a soma de duas liberdades
O amor é profundo,
é intenso
é forma de vida,
é vida em perfeita harmonia
O amor não tem medidas
Nem motivo,
mas tem nexo
O amor...
Ah! O amor...
não necessita explicações longas
Com ele tudo se faz perfeito,
tudo se completa
É alma e corpo,
é espírito e carne
É emoção no coração,
é suor na pele
O amor é junção de tudo
o que se faz belo
com ele tudo se torna simples
O amor torna qualquer momento singelo
O olhar,
o abraço,
o beijo,
o sexo
É fogo,
é calmaria
É sintonia de almas
Não tem explicação,
mas tem nexo
Ao mesmo tempo é simples
é complexo
Sendo simples,
sendo complexo
O Amor é o que nos faz completos!



Helena Lopez





sábado, 15 de dezembro de 2012

...destinados...




Hay alguien especial 
para cada uno de nosotros. 
A menudo, 
nos están destinados dos, 
tres y hasta cuatro seres. 
Pertenecen a distintas generaciones 
y viajan a través de los mares, 
del tiempo 
y de las inmensidades celestiales 
para encontrarse de nuevo con nosotros. 
Proceden del otro lado, del cielo. 
Su aspecto es diferente, 
pero nuestro corazón los reconoce, 
porque los ha amado en los desiertos de Egipto 
iluminados por la luna 
y en las antiguas llanuras de Mongolia. 
Con ellos hemos cabalgado 
en remotos ejércitos de guerreros 
y convivido 
en las cuevas cubiertas de arena de la Antigüedad. 
Estamos unidos a ellos 
por los vínculos de la eternidad 
y nunca nos abandonarán.



BRIAN WEISS








sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

NUNCA DESISTIR






A vida me ensinou a nunca desistir
Nem ganhar, nem perder 
mas procurar evoluir

Podem me tirar tudo que tenho
Só não podem me tirar 
as coisas boas que eu já vivi
os meus melhores momentos,
pessoas que vão estar para sempre aqui dentro de mim,
experiências que me fizeram ser mais forte,

A vida me ensinou que ela é passageira, 
e que devo aproveita-la ao máximo,
que o melhor da vida é ter motivos para poder sorrir,
que não devo criticar, apenas respeitar a opinião de todos,
que sonhar nem sempre é a melhor maneira,
que a realidade é para ser encarada mesmo que seja dura,
que devo amar a todos, mas...
que existem várias formas de amar,

A vida me ensinou que nada é para sempre, 
por isso vivo intensamente cada momento da minha vida 
como se fosse o único,

" ASSIM" a vida continua me ensinando...


Charlie Brown Jr




quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Um hino Celta ao Amor





"Que o caminho venha ao teu encontro…
Que o vento sopre sempre nas tuas costas…
E a chuva caia suave sobre os teus campos.
E até que nos voltemos a encontrar,
Que o Futuro te sorria constantemente.
E que possas viver sempre plenamente.
Que vivas o tempo todo que quiseres…
Esquece as coisas que te entristeceram,
Porém nunca esqueças aquelas que te alegraram.
Esquece os amigos que se revelaram falsos,
Porém nunca esqueças aqueles que te permaneceram fiéis.
Esquece os problemas que já foram solucionados,
Porém nunca esqueças as coisas boas de cada dia.
Que o dia mais triste do teu futuro…
Não seja pior que o dia mais feliz do teu passado.
Que o teto nunca caia sobre ti…
E que os amigos reunidos debaixo dele nunca partam.
Que tenhas palavras calorosas num anoitecer frio,
Uma lua cheia numa noite escura,
E que o caminho se abra sempre à tua frente.
Que vivas cem anos, com um ano extra para te arrepender.
Que o Futuro te guarde nas suas “mãos”,
E não aperte muito os dedos.
Que teus vizinhos te respeitem,
Os problemas te abandonem,
Os teus amigos te acompanhem,
E a saúde não te falte.
E que a sorte das colinas Celtas te abrace…
Que nunca te arrependas de ter nascido…
Que a tua consciência seja leve,
E o teu coração pesado de amizades e amor.
Que vivas em paz!!!"





quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

E de novo a armadilha dos abraços







E de novo a armadilha dos abraços.
E de novo o enredo das delícias.
O rouco da garganta, os pés descalços
a pele alucinada de carícias.
As preces, os segredos, as risadas
no altar esplendoroso das ofertas.
De novo beijo a beijo as madrugadas
de novo seio a seio as descobertas.
Alcandorada no teu corpo imenso
teço um colar de gritos e silêncios
a ecoar no som dos precipícios.
E tudo o que me dás eu te devolvo.
E fazemos de novo, sempre novo
o amor total dos deuses e dos bichos.


Rosa Lobato Faria