Você vai aprender, filho.
Que a intensidade pode roubar você de si mesmo.
Que é preciso leveza para se pertencer.
Você vai aprender
a se distrair no meio
do caminho – para ter o privilégio de errar.
Vai aprender
que as descobertas estão nos atalhos.
E que é preciso alcançar o escuro denso
para estar diante de todas as possibilidades.
Você vai aprender
a se deitar noite escura
e amanhecer ensolarado.
E vai entender que
na perda mora o verdadeiro começo.
Talvez você leve meia vida para isso.
Talvez mais, como eu.
Mas até lá,
olha que sorte: eu vou estar
segurando a sua mão.
Que a intensidade pode roubar você de si mesmo.
Que é preciso leveza para se pertencer.
Você vai aprender
a se distrair no meio
do caminho – para ter o privilégio de errar.
Vai aprender
que as descobertas estão nos atalhos.
E que é preciso alcançar o escuro denso
para estar diante de todas as possibilidades.
Você vai aprender
a se deitar noite escura
e amanhecer ensolarado.
E vai entender que
na perda mora o verdadeiro começo.
Talvez você leve meia vida para isso.
Talvez mais, como eu.
Mas até lá,
olha que sorte: eu vou estar
segurando a sua mão.
Cris Guerra

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